O grande diferencial deste projeto está na conexão real entre comunidade, povos originários e tecnologia. A iniciativa evidencia a força da cultura indígena na região da Serra da Mantiqueira, valorizando a ancestralidade e a ciência indígena, aliados à inovação por meio da tecnologia de geolocalização. Esse recurso permite o mapeamento em tempo real da posição geográfica de pessoas, territórios e recursos naturais, utilizando GPS, redes Wi-Fi e torres de celular. Mais do que uma ação tecnológica, trata-se de um movimento de consciência ambiental, que busca despertar moradores e visitantes para uma nova forma de enxergar a região. A Serra da Mantiqueira deixa de ser apenas um destino turístico e passa a ser reconhecida como um verdadeiro território indígena, essencial para a preservação ambiental, a proteção das águas e o equilíbrio da Mãe Terra. Existe, inclusive, o potencial de reconhecimento como Patrimônio Planetário, reforçando sua relevância para a relação do ser humano com a floresta, e a diversidade cultural. O projeto também promove a educação ambiental e a justiça social, ao fortalecer os direitos indígenas e incentivar uma atuação responsável tanto do poder público quanto da sociedade civil. A proposta é fortalecer e enraizar um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente e garanta a saúde e a liberdade das futuras gerações. Desde 02 de fevereiro de 2025, após uma reunião presencial, mais de 40 colaboradores — moradores locais de diferentes idades — atuam de forma ativa no projeto de forma colaborativa não tendo recebido nenhum recurso financeiro para atuação. Um dos pontos mais marcantes dessa iniciativa é a forte participação popular, que surgiu de forma orgânica, sem depender de validação acadêmica. As pessoas se mobilizaram por um propósito em comum: proteger a água, preservar a vida e cuidar do território. Como próximos passos, o projeto prevê a expansão das ações, incluindo iniciativas em escolas, ampliando o alcance da consciência ambiental e fortalecendo o enraizamento entre comunidade e o território da floresta.
As águas têm o que dizer. Escute. O Amana Tykyra é um projeto indígena ido Instituto na Serra da Mantiqueira, que atua na proteção das águas, da floresta e do território, unindo preservação ambiental com justiça social. Mais do que um projeto de reparação ambiental, ele nasce da visão de que o território da Mar Terra também é nossa corpo. Cuidar dos rios, nascentes e florestas é essencial para a vida de todas e todos. Na prática, o projeto trabalha para: proteger e recuperar rios, córregos e nascentesdenunciar crimes ambientais e o racismo ambientalpreservar a biodiversidade da regiãofortalecer os direitos da natureza e dos povos origináriosenvolver a comunidade em ações de educação e ciência indígena Além disso, o Águas de Amana Tykyra também busca reparação histórica e reconhecimento do território indígena Puri, ainda em processo de validação.
Aline Rochedo Pachamama Aline Rochedo Pachamama (Churiah Puri) ist eine Frau vom Volk der Puri in Mantiqueira, Brasilien, Historikerin, Schriftstellerin und Illustratorin. Sie hat einen Doktortitel in Kulturgeschichte von der UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) und einen Master in Sozialgeschichte von der UFF (Universidade Federal Fluminense), wobei sie die mündliche Überlieferung als Methode verwendet.Sie ist die Gründerin des von indigenen Frauen betriebenen Verlags Pachamama Editora, mit dem sie sich für die Wertschätzung und den Erhalt der Sprachen der indigenen Völker sowie für die Verbreitung ihrer Kulturen durch mündliche Überlieferung und Erinnerung, vor allem von Frauen und älteren Menschen, einsetzt. Im Pachamama-Institut fördert sie das Lernen über den Wald und die Wiederherstellung des Territoriums des Puri-Volkes von Mantiqueira.Aline Rochedo Pachamama ist außerdem die Gründerin des Pachamama-Instituts, dessen Ziel es ist, das Projekt Inhã Uchô (Forest Learning Space, Environmental Teaching and Memory and Historical Reparation of the Puri People of Mantiqueira) in Visconde de Mauá, Resende, Rio de Janeiro zu entwickeln.Im Jahr 2024 wurde ihr Werk »Mein Land ist der Name eines Baumes« vom Kulturministerium auf den ersten Platz der indigenen Schriftsteller:innen gewählt. Im März 2024 wurde sie vom Sender Fiocruz eingeladen, die Hauptrolle in dem Dokumentarfilm Cientistas (Wissenschaftler) zu übernehmen, der in der Woche vom 6. bis 8. März im Gebiet des Puri-Volkes in Visconde de Mauá, Rio de Janeiro, aufgenommen wurde. Das Thema war ihre indigene Repräsentativität im Bereich der Wissenschaft und ihre Arbeit zur Wertschätzung und Bewahrung der Sprachen der indigenen Völker. https://lfbrecht.de/projekte/agua/#startseite-69285
ÁGUAS DE AMANA TYKYRA. NHAMAN KOYA. A Água fala A convite do projeto ÁGUA – Wasserpoetiken Wasserpolitiken, 2025 Literaturforum Brecht-Haus, Aline Rochedo Pachamama (Churiah Puri) participou com o projeto: “Águas de Amana Tykyra”. Trata-se de um projeto de mapeamento de fontes, córregos e riachos que deságuam no Rio Preto, Inhamatuza Tenhô, de grande importância e reconhecido como Rio avô do seu povo. O projeto existe devido a situações como: violação do direito a mãe Terra e às veias do nosso planeta e promove uma ação coletiva denominada “Águas de Amana Tykyra”. https://youtu.be/hy3lgj2MbiE?si=ENlhuux2E19Abw4p