Cantando para Nosso avô INHAMATUZA TENHÔ, Rio Preto.
Primeiro Ciclo do Projeto Águas de Amana Tykyra na Escola
Primeiro Ciclo do Projeto Águas de Amana Tykyra na Escola
Conhecendo o nosso avô INHAMATUZA TENHÔ o Rio Preto Nesta primeira fase do projeto, os 4º e 5º anos da Escola Municipal foram convidados a participar do aprendizado da escuta do Rio, seguido de diálogos para sensibilização sobre a importância do Rio Preto. Foi apresentado às crianças o histórico do rio, o seu percurso de nascimento até chegar ao rio Paraíba do Sul. Aline Pachamama explicou que “INHAMATUZA TENHÔ”, o nosso avô Rio Preto, nasce na Serra da Mantiqueira, nos arredores do Pico das Agulhas Negras, no município de Bocaina de Minas; próximo também a Itatiaia (RJ). Ele nasce livre e sem nenhuma poluição. Crianças do Brasil gostariam de estar neste momento ouvindo o Rio Preto e rios próximos às suas casas e à escola. As crianças foram convidadas a escutar o rio. A condutora do projeto apresentou como os indígenas se relacionam com rios em vários lugares do Brasil e de nosso continente Abya Yala. Também foi realizada uma dinâmica com sementes indígenas comestíveis de vários locais de nosso continente. Segue um dos diálogos registrados: Escutando nosso avô INHAMATUZA TENHÔ, Rio Preto. Aline Pachamama: Tsatêh crianças! Que alegria vocês comigo para aprenderem a ouvir e INHAMATUZA TENHÔ, o nosso avô Vocês acham que o nosso avô Rio Preto está feliz? Uma criança respondeu: Eu conheço muito o Rio Preto. Eu nado de uma margem para outra, do Rio de Janeiro para a margem de Minas, e recolho as garrafinhas que estão no Rio. Então ele está feliz!! E as demais crianças responderam: -Nãooooooooo! Ele não está feliz; tem outro tipo de sujeira no rio. *A criança que respondeu que o rio estava feliz ficou com os olhos cheios de lágrimas, o semblante de felicidade mudou e ela ficou muito reflexiva. E outra criança completou: tem esgoto dentro do rio e nós nem deveríamos tomar banho nele. Isso é muito triste. Aline: Eu fico triste com o descaso com o meu avô. Os adultos não entendem o que ele diz. O rio também está entristecido. Ele me disse. Precisamos agir! Crianças posso contar com vocês? -Simmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm! Schuteh Poteh Ao encerrar os encontros, foram distribuídas sementes e mudas de árvores nativas para serem cuidadas pelas crianças e para a apresentação das mesmas (percebendo o desenvolvimento da semente-árvore) no próximo encontro. Schuteh Poteh
COM OS PROJETOS Conhecendo nosso avô Rio Preto E enraizando Integrando as escolas da região ao projeto. As águas têm o que dizer. Escute. Compartilharmos o movimento em Amana Tykyra, nosso território indígena (ainda em processo de reconhecimento) na Serra da Mantiqueira, Rio de Janeiro. O Rio Preto, Inhamatuza Tenhô, na língua Puri, é o rio-avô de grande importância para nosso povo e região. Como indígenas, nosso corpo território também é o rio. Somos comprometidas com a didática e preservação ambiental na Serra da Mantiqueira, território Puri, na reparação das águas de rios, córregos e fontes da região. A vida saudável das veias da Mãe Terra é a fundamentação primordial para a vida saudável da humanidade. Incentivar medidas para reduzir e evitar impactos humanos negativos, riscos e danos que afetam a Serra da Mantiqueira, seus recursos naturais e as populações humanas e não humanas que nela vivem. PROPONENTE E REALIZADORA: O Instituto Pachamama, idealizado e gerenciado por mulheres indígenas do povo Puri e por mulheres aliadas residentes da Serra da Mantiqueira. OBJETIVOS DO PROJETO ÁGUAS DE AMANA TYKYRA Subprojeto: Conhecendo nosso avô Rio Preto E Enraizando 1 – Integrar à escola (em especial as séries do 4º e 5º anos do Ens. Fundamental) e responsáveis ações educativas a partir do letramento indígena e ambiental; 2 – Estimular o cuidado com lixo reciclável e a inserção de composteiras nas residências dos estudantes 3 – Identificar modelos operandi que prejudicam a vida do rio em parceria com as crianças e professores, 4 – Promover plantio de árvores nativas em residências e escolas a partir do subprojeto Enraizando. 5 – Envolver a comunidade local no desenvolvimento de ações e projetos diversos ligados à Ciência Indígena e à preservação Ambiental. Metodologia integrada entre o Instituto e a escola: A primeira parte das atividades de ação e observação participativa com crianças, professores (e responsáveis) será desenvolvida a partir de: • Reunião estrutural na sede do Instituto Pachamama • 1 visitas ao Instituto Pachamama e visitas à prainha do Rio Preto durante o ano letivo, em datas a serem combinadas com a escola. * Importante: os encontros no Instituto com as crianças deverão acontecer às quintas-feiras, no início da tarde, em datas previamente combinadas.
Tsatêh! Schuteh Opeh! As pessoas que nos acompanham estão despertas para as raízes deste dia!O Protagonismo indígena promove reparação histórica . Tsatêh. O coletivo Inhã Uchô Puri (Instituto Pachamama) vibra com a presença de todas e todos. Contamos com as aliadas e aliados. Schuteh Poteh 🌻
O grande diferencial deste projeto está na conexão real entre comunidade, povos originários e tecnologia. A iniciativa evidencia a força da cultura indígena na região da Serra da Mantiqueira, valorizando a ancestralidade e a ciência indígena, aliados à inovação por meio da tecnologia de geolocalização. Esse recurso permite o mapeamento em tempo real da posição geográfica de pessoas, territórios e recursos naturais, utilizando GPS, redes Wi-Fi e torres de celular. Mais do que uma ação tecnológica, trata-se de um movimento de consciência ambiental, que busca despertar moradores e visitantes para uma nova forma de enxergar a região. A Serra da Mantiqueira deixa de ser apenas um destino turístico e passa a ser reconhecida como um verdadeiro território indígena, essencial para a preservação ambiental, a proteção das águas e o equilíbrio da Mãe Terra. Existe, inclusive, o potencial de reconhecimento como Patrimônio Planetário, reforçando sua relevância para a relação do ser humano com a floresta, e a diversidade cultural. O projeto também promove a educação ambiental e a justiça social, ao fortalecer os direitos indígenas e incentivar uma atuação responsável tanto do poder público quanto da sociedade civil. A proposta é fortalecer e enraizar um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente e garanta a saúde e a liberdade das futuras gerações. Desde 02 de fevereiro de 2025, após uma reunião presencial, mais de 40 colaboradores — moradores locais de diferentes idades — atuam de forma ativa no projeto de forma colaborativa não tendo recebido nenhum recurso financeiro para atuação. Um dos pontos mais marcantes dessa iniciativa é a forte participação popular, que surgiu de forma orgânica, sem depender de validação acadêmica. As pessoas se mobilizaram por um propósito em comum: proteger a água, preservar a vida e cuidar do território. Como próximos passos, o projeto prevê a expansão das ações, incluindo iniciativas em escolas, ampliando o alcance da consciência ambiental e fortalecendo o enraizamento entre comunidade e o território da floresta.
As águas têm o que dizer. Escute. O Amana Tykyra é um projeto indígena ido Instituto na Serra da Mantiqueira, que atua na proteção das águas, da floresta e do território, unindo preservação ambiental com justiça social. Mais do que um projeto de reparação ambiental, ele nasce da visão de que o território da Mar Terra também é nossa corpo. Cuidar dos rios, nascentes e florestas é essencial para a vida de todas e todos. Na prática, o projeto trabalha para: proteger e recuperar rios, córregos e nascentesdenunciar crimes ambientais e o racismo ambientalpreservar a biodiversidade da regiãofortalecer os direitos da natureza e dos povos origináriosenvolver a comunidade em ações de educação e ciência indígena Além disso, o Águas de Amana Tykyra também busca reparação histórica e reconhecimento do território indígena Puri, ainda em processo de validação.